Notícias do Front.

janeiro 7, 2010 - Uma resposta

No final de 2008 eu e meus amigos nos vestiamos como mendigos e nos mantinhamos as custas da poupança que rapidamente se esvaziava ou um o outro(Infelizmente era o meu caso). Eu vivia duro desde que abandonei o último emprego meses antes. Estava confuso quanto a que rumo tomar, desanimado com a falta de perspectivas para resolver isso e constantemente deprimido, sempre em pé de guerra com meus pais que não sabiam lidar ou surtando após dormir horas e horas.

Dado a maluquices e bem perdido, fui parar numa república em Barão Geraldo com o Mário. Estava totalmente inseguro quanto ao que podia acontecer, mas realmente acreditava muito que tudo podia dar certo se eu arrumasse um emprego e uma vaga na república. Não rolou, e foi assim até final de janeiro.

Depois disso, o resto é história e bagunça, as aulas que dei com amor e boa vontade (outro post pronto só pra isso.), correria, angústia até chegar nesse ano, com a casa e a alma bem mais em ordem por causa do emprego novo.

Eu sou ansioso e se essa minha faceta fosse um instrumento e minha vida uma banda, com certeza este seria a bateria, já que ela define o andamento da coisa toda e não dá pra fazer nada calmo e desplugado se a a beteria toca rápido, mantendo a tensão.

O ano que passou merece uma retrospectiva mas não vai acontecer hoje não. De tudo o que rolou, o mais importante pra mim pra lembrar, sem dúvida, é que eu não pude, ainda concluir o meu projeto de quadrinhos principal com o Guilt, o EDT. Também estou sem computador, por hora.

Já rolaram seis páginas e meia, entre o tempo pra descobrir uma maneira confortável de fazer e desenvolver foco, constantes mudanças de casa e um emprego novo que me tirou o tempo pra continuar. Sem datas do lançamento por hora, já que adiamos o lançamento de dezembro, mas espero que as páginas da primeira edição fiquem prontas até carnaval ou março, a data provável do próximo EUANIMERPG. Estava de mudança para Campinas e planejava retomar as páginas assim que mudasse, mas não arrumei apartamento aqui. Sendo assim, continuo no meu  pequeno apartamento aconchegante de Americana, e retomo tudo à noite, sempre que voltar de Campinas pois tudo já virou rotina de novo, por hora, apesar de ser um tempo bem escasso. Por enquanto, fiquem por dentro de idéias mais organizadas no blog do Guilt, que volta pra São Paulo esse ano.

Enfim, tudo o que eu produzir agora será sem muita organização e vem pra cá, sem textos de apresentação decentes como o do Guilt, incluindo músicas que foram feitas numa semana de férias no sítio em Nazaré, casa de meus pais, trampos com desenho que estão acontecendo de novo e EDT, essa sim, que vai aparecer mais. Ou essa série, ou nada. Tudo é experimentado pra servir a isso e é muito importante pra mim. De resto, pra quem se interessar pelos projetos, o jeito será fuçar aqui, pois vou deixar todos os Facebook, Orkut, blog de ilustração, Flickr e myspace da vida de lado e colocar todas as mídias aqui. Feliz ano novo macacada. De coração mesmo. Vou com muita pressa pra tudo. Até mais.

::Ouvindo>> Falatório no estúdio.
::Wishlist>> Fazer.

Recado aos colegas

dezembro 15, 2009 - Deixe seu recado!

Esses dias, ao trocar e-mails com um amigo que não vejo há, pelo menos, um semestre, ele me diz que não aguenta mais ouvir as pessoas que fazem arte falando tanto de si mesmas. Eu vou falar da maneira desconexa como fazia há uns anos atrás, pois é a maneira como consigo ser mais cativante, acho.

Pra você ver que coisa! Hoje eu queria ouvir Goodbye Blue Sky do Pink Floyd (talvez por causa do Wilco, que sempre me lembram muito Pink Floyd e Beatles, George Harrison e John Lennon solo e etc.) e não tenho em MP3, só vinil do The Wall, dois exemplares inclusive.

É nessas horas que eu penso na falta que faz um MP3, uma banda larga e um HD virtual pra cada um nesse mundo, muito mais do que um disco na mão, um itunes, uma gravadora e etc. Quando a gente fala que as pessoas precisam de música, o pacote completo não deveria envolver discos, e sim mp3 de graça e os shows, esses sim, pagos, mas vou fugir um pouco se entrar nesse assunto.

Outra coisa que faz falta é música bem tocada, com timbres bacanas. A coisa toda virou um preciosismo só. Voltando ao Wilco, por exemplo, chamam os caras de Dad Rock só por que o som é bem direto melodica e conceitualmente. As bandas que fogem de padrão hoje, fogem do mesmo jeito que o Radiohead já fugia há 6 anos atrás, com os mesmos instrumentos, timbres e melodias. Grizzly Bear é legal, mas já tivemos um Radiohead e um Sigur Rós ali. Não dá pra negar que esse preciosismo divide a roda entre metaleiros chatos, indies alienados e metidos e a adolescentada que houve HC melódico aka Emo, e todo mundo se leva à sério demais e é super deprê, desanimado, sempre tendo problemas de depressão latente, distúrbio de peso, megalomania, vícios, insatisfação com a própria aparência, crueldade, competitividade desnecessária e tudo isso sendo suportado pelo discurso vazio da música dos últimos 4 anos. É só alguém fazer um disco otimista e já soa como datado, ou simplesmente é obrigado a aceitar o rótulo, como o próprio Wilco,o Pearl Jam esse ano e, inegavelmente, o Radiohead com o trabalho de conclusão de curso do que fizeram na última década, que é o In Rainbows, que fez com que as pessoas meio que finalmente descobrissem o Radiohead, agora mais palatável, tomando de volta um lugar que sempre lhe pertenceu, que abandonou no The Bends e que foi muito bem encaminhado nos dois primeiros discos de seus substitutos, o Coldplay (aliás, essa também fica pra outra hora.). Por falar em preciosismo, outro bom exemplo disso é o sucesso dos Los Hermanos na última década, com suas gianninis que custavam super barato na época (sim, no começo, por que depois se renderam à telecasters da Fender) e um jeito extremamente ufanista (leia-se comuna barbudo filhinho-de-papai,), que além de proposta estética, se garantiu por que a música era super direta (e inegavelmente boa, com muita qualidade), as letras bem coerentes e a melodia que grudava, que aliado ao estilo e aparência, é o que geram algo de qualidade inegável.

O mundo vai ficar bom quando parar essa palhaçada gear head que o Radiohead começou, que exclui todo mundo que não tem dinheiro pra pagar 800 paus num eco de fita, a preocupação que todo mundo tem de parecer um pouquinho com os Strokes, que tem a ver com ser bem nascido e esnobe. Ah, e sem esquecer de algo muito importante, o pessoal tem abrir o olho e parar de fugir disso ouvindo merdas tipo Teatro Mágico e toda babaquice neo-hippie disponível no mercado, tipo Devendra Banhart, Little Joy e essa neo MPB insuportável no estilão Zeca Baleiro (do qual me irritam mesmo as imitações, ele até que é legal.). Parem de levar idiotices à sério, pessoal da música e das artes.

::Ouvindo>> Wilco – bull black nova

::Wishlist >> Mais dinêro em janêro. Dezembro foi filíz =)

Casa no campo

dezembro 3, 2009 - Uma resposta

Tava lendo ontem que o Lombardi morreu, hoje foi a Leila Lopes, a professorinha lá.. Engraçado que eu vi aquele vídeo dela em que ela tá doidona e diz que vai pro céu e tal, heheh.. Daí me toquei de uma coisa que nunca havia prestado atenção dessa maneira:

O céu (vulgo Paraíso e blá) é meio que a saída da Terra, do nosso mundo conhecido e o inferno é estar ainda mais dentro dele. Aí pensei que essa coisa toda de Céu e inferno, espiritualidade e carma fala de liberdade, de não ter que prestar mais contas, de desligar-se de algo, o contrário do que seria o inferno, que seria estar ainda mais amarrado nas suas obrigações, neuroses e relações sórdidas do/para o/para com o mundo.

Eu me sinto bem ao pensar que isso tem a ver com independência das necessidades humanas, tipo desejos e necessidades, é meio que natural se entregar a esse tipo de pensamento pra mim.
Liberdade seria então não ter a obrigação de acordar, dormir, amar, odiar, estar alerta o tempo todo, não desejar ou ter pensamentos obsessivos, vicios em rotinas, narcõticos e idolatria, devaneios insistentes, ou pagar contas e sentir a solidão de ser carne e osso e dormir nas noites abafadas insuportáveis da cidade. Poder criar quando e como quiser, sem depender de matéria prima ou do tempo, a porra do tempo, ou da gratificação, do apoio e aprovação do próximo. Mas no final, sem isso, o que me resta imaginar que existe? Gostaria de saber ou imaginar, talvez acreditar nisso, de ter mais tempo pra pensar à respeito e ter mais variáveis complexas, românticas e recheadas de confusão das deliciosas dúvidas que se tem ao estar vivo e que houvesse paz e contentamento no meu coração por poder pensar nelas, tudo isso junto ao mesmo tempo sem acabar. Tipo.. Fazer o céu aqui, sabe como é? Mas é claro que estou falando de mim, pra mim, comigo.

Queria uma comunidade hippie dentro da minha cabeça, só pra mim. Um refúgio zen,  mas zen(sem) hippies. Sabe a casa no campo da música do Zé Rodrix? Então! algo assim. Com as coisas sob esse prisma, eu só posso dizer que eu pretendo “rodar, rodar e rodar como se já estivesse no céu, por que é pra lá que eu vou”. Bom, eu tô indo, me jogando contra as portas do paraíso até São Pedro ficar puto e me mandar embora, a coisa vai pegar mal e eu por fim vou levar meu currículo pra algum escritório do purgatório, pra dividir umas baias com gente tipo a Leila Lopes e todo almofadinha desclassificado que puder me distrair em toda a minha necessidade de abominar tudo.

::Ouvindo>> The Good, The Band & The Queen
::Wishlist>> Um pouco de paz, uma conta gorda no banco, algo estimulante e novo acontecendo por aí.

Resenha: Girls – Album

outubro 11, 2009 - Uma resposta
  
 É provável que o primeiro disco dos Girls, intitulado simplesmente Album, seja único, como o ‘Is This It’ dos Strokes, o ‘Bows&Arrows’ dos Walkmen, o ‘Funeral’ dos Arcade Fire, ‘Last Splash’ das Breeders, o ‘Ten’ do Pearl Jam’ (a lista segue ad infinitum) mas isso não é uma grande preocupação pra se ter agora, visto que esse disco é de setembro desse ano e não precisa maturar numa segunda audição pra bater com força.
Antes  deouvir disco, que tem uma produção interessante, ler a história do vocalista, dessas mirabolantes que costuma nos fazer duvidar, vale mesmo ver a apresentação no programa Don’t Look Down, da Pitchfork.TV e depois os clipes de ‘Lust For Life’ e ‘Hellhole Ratrace’ e então ouvir o disco, de preferência nessa ordem.
 
Antes de mais nada, Girls é uma banda com um disco e videoclipes sobre corações partidos, canções extremamente simples, seja nas melodias ou nas letras, com suas influências de Elvis Costello, Buddy Holly (com aquele sentimento que dava ao ouvir R.E.M no comecinho) e absolutamente nada da década de 70 mas que soa tão fresco e atemporal que só dá mesmo é pra pedir pro leitor assistir tudinho na ordem, como está aí embaixo. Divirtasse.
 
::Ouvindo>> Girls – God Damned
 ::Wishlist >> Um pouco de distração.

Girls – Don’t Look Down na Pitchfork.TV  

I’m So Bored.

setembro 28, 2009 - Deixe seu recado!

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Faz tempo que eu não escrevo nada aqui e, como agora eu tenho um  e música não está acontecendo em mim no momento, vou fazer daqueles posts desabafos pós-adolescentes dos tempos de fotolog. Cansei de Americana. As pessoas com quem eu convivia bastante se mudaram ou vivem rotinas diferentes das que me agradam (tipo, ninguém mais gosta de ir a bares realmente divertidos, ver filmes realmente divertidos no cinema ou coisas assim) e, de um modo geral, morar aqui ficou realmente chato, insuportável. Engraçado que nem tem mais a ver com os fantasmas, já que nos últimos meses eu sinto que posso cruzar com todo mundo que me incomodava sem ficar mínimamente perturbado ou estragar a semana. Moro perto de um e às vezes cruzo na rua. Não é mais aquele pavor de antes. Não é culpa minha, não foi culpa dela, a vida continuou e todo mundo ficou bem. Outro, este que é desafeto mesmo, trombei num restaurante, mas ninguém precisei trocar nada além de um olhar breve de repulsa constrangedora. Protocolar. Eu cansei mesmo foi da rotina, dos lugares ou da falta de lugares pra ir, de gente nova pra conhecer, das expectativas que a noite reservava. Eu não desejo mais nada daqui, nem o que eu desejava tem a mesma graça. Eu vou para outras cidades sozinho e de ônibus, entro num barzinho com a possibilidade de conhecer alguém e isso já me toma por completo, aí passo a madrugada de rodinha em rodinha de pessoas. Gosto de ir para Barão Geraldo e ficar conversando até com gente que eu não gosto, só pelos assuntos em comum e por ter alguma novidade. Acho que estou sendo rondado por um desejo que nunca tive, que é o de conhecer lugares novos o tempo todo, como se isso fosse algo que desse algum sentido para a rotina. Cansei total de andar de madrugada só para aliviar a tensão de não ter nada novo acontecendo, só para terminar a próxima página dessa HQ que nunca acabava até então (isso mudou, o está no prazo e com produção intensa) ou para fazer algum projeto artístico sem graça que não vai me render nada pro Portfolio. Quero ir pras cabeças sou sentir que o faço de vez em quando. O tédio é tanto que nem medo de ir pra outro lugar eu tenho. Faltam mesmo é oportunidades para aproveitar por aqui. Foi se o tempo em que elas existiam e eu aceito isso. Perdi as raízes. Se aparecer algum trampo pra fora daqui e a grana for decente, tô indo.

::Ouvindo >> Plus Minus – Surprise

::Wishlist>> Novidade.

Goals

setembro 17, 2009 - Deixe seu recado!

Depois de alguns meses sendo professor e tendo observado o meu trabalho evoluir, sinto que algumas de minhas necessidades e anseios como aquele que exerce o ofício de ilustrador/designer mudaram. Dando aulas, temos a oportunidade de reaprender de várias maneiras diferentes o ‘arroz-com-feijão’ do nosso ofício e isso nos estimula a aprender, também, coisas que pelo prisma desesperado da rotina, não se mostrariam úteis como realmente são.

Ser o mentor de outras pessoas é uma tremenda responsabilidade. Responsabilidade tal, que te obriga a ser uma profissional melhor, mais apaixonado e te faz se acostumar com a pressão de ser um eterno perfeccionista, sem ter de transformar isso no ranger de dentes de sentir uma úlcera ambulante, uma figura angustiada que quer parar o mundo para descer.

Meu trabalho melhorou muito, abandonei muitas zonas de conforto que há muito já haviam se tornado vícios e descobri o quanto ainda sou pequeno no mundo e, se há uma nova angústia que assumiu o posto de prioridade, é essa de fazer a coisa acontecer, e cada vez melhor. Me sinto um recém-nascido aprendendo a engatinhar mas, no momento, a grande necessidade, ainda que comprovado desejo e não propriamente necessidade, é a vontade de um mentor que me ensine como ensinei esses alunos nos últimos meses.

Tive a oportunidade, ainda que rara, de ter mentor antes, mas quase, e digo quase, me arrependo de não ter aproveitado tanto quanto aproveitaria hoje.

Quero aprender um pouquinho como ensinei, com a mesma paixão, seria interessante. Mesmo.

Ah, e chequem meu blog novo: http://www.santiagoilustra.wordpress.com

::Ouvindo>> Faith No More – The Gentle Art of Making Enemies
::Wishlist>> Engordar o catálogo, if ya know what I mean. Ah, e trocar todo o time do São Paulo. Muricy.. I brilha muito no parmera.

Ponto Zero e a HQ ‘Seis’

setembro 13, 2009 - Deixe seu recado!
Excelente capa de uma das parte da série Seis que tem sua publicação online no blog da Ponto Zero.

Excelente capa de uma das parte da série 'Seis' que tem sua publicação online no blog da Ponto Zero.

O Guilt havia me falado disso aqui há um ou dois meses e eu realmente sequer entrei no site para pegar a primeira parte da história ou dar uma lida nos posts ou sequer contemplar a parte gráfica por falta de tempo e/ou cabeça para prestar a atenção, mas agora estou aqui lendo, principalmente por que dá uma certa solidão pegar essas páginas do EDT e sentir que finalmente sei o que estou fazendo e que, se souber mais, tô no lucro. Tem também a questão do Guilt (que está residindo no Rio com sua mulher, a Lila.) contar que conheceu o Grampá e o criador desse trampo no mesmo dia, e de ele falar que o cara que criou essa série para a internet é super acessível e gente boa, o que leva ao ponto de que num futuro próximo, vou ter muito o que perguntar à respeito, assim que acabar de ler isso aqui.

Acabei de ler a primeira ainda, mas realmente está me prendendo a atenção, por não parecer estar emulando a sofisticação estilística de nada. Parece simples, despretensioso e digno de uma boa olhada, a cara das embalagens que escondem as boas novidades. Pra falar a real, me irritam aqueles artistas que parecem estar querendo soar demais como o Bob Dylan, o Kafka, Garcia Marquez, Almodóvar, Radiohead ou qualquer referência óbvia e mal diluída no trabalho do cara, a ponto de ele perder a própria voz e não dizer nada sobre si mesmo, como se todo mundo não tivesse algo de fundamental para dizer que transcendesse a importância naturalmente imatura que temos de favorecer a maneira de fazê-lo. Existem cânones no processo como Sérgio Leone, Ennio Morricone, Leonard Cohen, Nick Drake e gente com arte extremamente visceral e altamente replicável como veículo para as suas idéias e já passou da hora dos novos artistas como eu ou você nos pautarmos por referências extremamente estilizadas como o Greg Capullo desenhando Spawn o aquela sombra linda que o Mike Mignola faz, mas isso é papo pra outro post. Vamo olhar pra frente galera.

Seis parece ser uma série bem bacana.

::Ouvindo>> El Mato a Un Policia Motorizado – Chica Rutera

::Wishlist>> Terminar logo essa porra de caminhão da página 5 do EDT, tá me deixando louco! Hoje sai.

Talking like a Hunchback called Igor, or a Caveman as well.

setembro 13, 2009 - Deixe seu recado!
At Ryan Adams Official website, you can find this video with a new single apparently called “Please Hold On”. You better not loose it ’cause it is really nice arty stuff. Though ‘nice’ isn’t really much when you just heard from the guy that he is sorta retiring at the same year, so just try to forget it now he just made one of that lo-fi songs with amazing chorus hooks that keeps you there for hours, something like Bibio(lovelly stuff), anything quite original if you read those indie blogs/sites(still lovelly stuff), but it really means something different on prolific Ryan Adams carrer as a composer.

You alsol know.. He was really digging that stuff Damon Albarn did through the last years of Gorillaz, Blur’s Think Tank and TGTBATQ. I mean.. He found a hook and made one of that kinetic loopings, that takes you up for a lot of different cold and calm images. I think is just the same thing when you remember how Dylan was his first solo effort. The only problem of everytime I hear some new song he does, is that the origin of it is a little bit more than an influence, he looks like someone who can replicate magically any others song formula everytime he takes a guitar and puSh REC.

I just have to admit that Ryan Adams still have to put out a masterpiece, if anything, a thing you would call original. He has all those amazing records that still sound so obvious about the origin of every catchy and sincere tune. It’s quite sad to know about a genius that doesn’t have his own word till certain point.

::Wishlist>> I don’t know. There’s a crave on my days. Lot’s of it, I’d just have to be pacient about all of them.

Listening to>> Ryan Adams – Please Hold On

My english is pretty bad, but I think I’ll keep trying these little reviews in english for a while.

Mais EDT

setembro 10, 2009 - Deixe seu recado!

Existe uma promessa desde 2008 de desenhar as primeiras 12 páginas da HQ que faço com o Guilt, a EDT e, por vezes, para o meu desespero e angústia do meu amigo roteirista, os contratempos terríveis desse ano e terror da página branca dos quadrinhos (dentre outros terrores relacionados a narrativa da página, achar que meu desneho não estav bom o suficiente, dentre outros..) faziam isso parecer impossível. No longeeeeer! Elas parece que vão sair devagarinho agora, mas vão sair. Agora que já faz uns meses que eu moro sozinho num apê aqui perto da rodoviária, tô botando ordem na casa e com algumas oportunidades como ilustrador rolando, eu posso continuar tentando e colhendo, ainda que lentamente, os frutos desse trabalho. A página 1 e 3 estão prontas e a página 5 está no meio, e suficientemente satisfatória pra mim, diga-se de passagem. Dentre outras coisas, há alguns rascunhos de personagens que já me agradam para colocá-los nessa história e assim a coisa caminha =).

Como moro sozinho, posso passar as madrugadas caminhando na rua deserta com MP3 alto, intercalando com as produções de HQ, freelas com ilustração e outras coisas relacionadas a essa rotina de arte. Meu desenho é melhor de madrugada como qualquer coisa que eu produzo é. Já vi o Grampá falar que o traço dele melhora muito depois das 3 da manhã e eu acho que é por aí pra mim. Acho que fico muito acordado depois da meia noite e não presto pra nada antes das 11 da manhã.

Mas nem tudo são flores e a correria ainda é grande, mesmo com tudo em paz como está, e matar um leão por dia é o constante desafio. Vou colocar a página que foi fotografada em A3 aqui, espero que gostem:

edt-002

 

Fora a produção dessas páginas, fica difícil precisar outros detalhes da série. Isso aí, muito provavelmente, vai sair na internet primeiro e depois sai a impressa, já com 24 páginas, em 3 vpartes com a mesma quantidade de páginas cada um.

Vale lembrar que eu não conseguiria pensar e voltar ao mesmo projeto por todo esse tempo se não achasse a história simplesmente excelente, mas a real é que a história e os personagens me mantém apaixonados pelo processo e é por isso que eu faço. É difícil encontrar boas histórias por aí.

Acho que a gente lê livro, vê tanto gibi e filme por que elas não são tantas, senão já teriamos cansado.

::Ouvindo>> Faces – Maybe I’m Amazed
::Wishlist>> Mais e mais projetos gráficos que me orgulhem no portifólio, EDT pronta e linda e um pouco mais de dinheiro na conta, não seria mal, hehehe.

Tipografia Cinestésica

agosto 13, 2009 - Uma resposta

Kinetic Typography é um lance bacana que as pessoas tem feito no After Effects. Pra quem precisa fazer trabalhos tipográficos e tem uma biblioteca mental tipológica, com um sem número de combinações bacanas de fontes, cores e fundos, é uma boa pedida assistir uma composição de Kinetic Typography daquela fala preferida de um filme, de uma música ou até com explicações super didáticas sobre a própria tipografia, como a do primeiro link abaixo. Rola também conhecer a modinha pois é muito útil para quem quer veicular coisas em mídias animadas e tem muita criatividade e bem pouco dinheiro para a produção. Você pode restringir palhetas fantásticas de cores, conceitos cinemáticos impactantes a uma sequência tipográfica animada e ainda correr o risco de passar a mensagem de maneira mais objetiva que com produções convencionais.

::Ouvindo>>Black Rebel Motorcycle Club – Howl (No meu MP3 Player genérico de 2 gigas que custou 50 pilas. Totalmente excelente.)

::Wishlist >> Comprar logo um PC. Tá foda ficar sem. Tudo bem que eu tô desenhando horrores em vista de antes, super concentrado também, mas dá vontade de ler e prodsuzir TAAANTA coisa num PC no final do dia que tá foda ficar sem ele fora do horário comercial.