Tava lendo ontem que o Lombardi morreu, hoje foi a Leila Lopes, a professorinha lá.. Engraçado que eu vi aquele vídeo dela em que ela tá doidona e diz que vai pro céu e tal, heheh.. Daí me toquei de uma coisa que nunca havia prestado atenção dessa maneira:
O céu (vulgo Paraíso e blá) é meio que a saída da Terra, do nosso mundo conhecido e o inferno é estar ainda mais dentro dele. Aí pensei que essa coisa toda de Céu e inferno, espiritualidade e carma fala de liberdade, de não ter que prestar mais contas, de desligar-se de algo, o contrário do que seria o inferno, que seria estar ainda mais amarrado nas suas obrigações, neuroses e relações sórdidas do/para o/para com o mundo.
Eu me sinto bem ao pensar que isso tem a ver com independência das necessidades humanas, tipo desejos e necessidades, é meio que natural se entregar a esse tipo de pensamento pra mim.
Liberdade seria então não ter a obrigação de acordar, dormir, amar, odiar, estar alerta o tempo todo, não desejar ou ter pensamentos obsessivos, vicios em rotinas, narcõticos e idolatria, devaneios insistentes, ou pagar contas e sentir a solidão de ser carne e osso e dormir nas noites abafadas insuportáveis da cidade. Poder criar quando e como quiser, sem depender de matéria prima ou do tempo, a porra do tempo, ou da gratificação, do apoio e aprovação do próximo. Mas no final, sem isso, o que me resta imaginar que existe? Gostaria de saber ou imaginar, talvez acreditar nisso, de ter mais tempo pra pensar à respeito e ter mais variáveis complexas, românticas e recheadas de confusão das deliciosas dúvidas que se tem ao estar vivo e que houvesse paz e contentamento no meu coração por poder pensar nelas, tudo isso junto ao mesmo tempo sem acabar. Tipo.. Fazer o céu aqui, sabe como é? Mas é claro que estou falando de mim, pra mim, comigo.
Queria uma comunidade hippie dentro da minha cabeça, só pra mim. Um refúgio zen, mas zen(sem) hippies. Sabe a casa no campo da música do Zé Rodrix? Então! algo assim. Com as coisas sob esse prisma, eu só posso dizer que eu pretendo “rodar, rodar e rodar como se já estivesse no céu, por que é pra lá que eu vou”. Bom, eu tô indo, me jogando contra as portas do paraíso até São Pedro ficar puto e me mandar embora, a coisa vai pegar mal e eu por fim vou levar meu currículo pra algum escritório do purgatório, pra dividir umas baias com gente tipo a Leila Lopes e todo almofadinha desclassificado que puder me distrair em toda a minha necessidade de abominar tudo.
::Ouvindo>> The Good, The Band & The Queen
::Wishlist>> Um pouco de paz, uma conta gorda no banco, algo estimulante e novo acontecendo por aí.








