
Eu não lembro de muitos conselhos do meu pai. É foda por que, às vezes, é como se ele estivesse ausente esse tempo todo, enquanto eu estava crescendo.
Mentira. Meu pai adorava dar um conselho. É claro que hoje sou muito mais aberto a conselhos, sou um pouquinho mais velho. Ele, por sua vez já cansou, já que é mais velho ainda.
Mas é claro, aqueles conselhos que aparentemente eram só a porra de um mantra enfadonho sem sentido que gente adulta sem sonho e sem esperança entoava toda hora, de repente, fazem sentido.
Dá um desespero… Algo assim:
“Cada coisa a seu tempo”.
“O importante é ter paciência.”
“Importante é ter saúde, no resto a gente dá um jeito.”
“Nunca deixe um emprego até arrumar outro.”
“Nunca pare de estudar.”
“O que você vai estar fazendo daqui há 2 anos?”
Vai tomar no cú.
O conselho mais legal do meu pai, que ele dá até hoje, e que é uma constante na minha vida (cnstantemente ele repete, e constantemente, é o que eu façio) é:
“Faz o seu movimento”.
Faz o seu movimento, pra mim, quer dizer: “Você sabe o que você quer fazer, o que você sempre quis fazer, o que você deve fazer”. Quer dizer que, mesmo quando você tá numa situação em que dá vontade de pular da ponte, sempre tem aquilo que você acha que devia estar fazendo se não tivesse dando murro em ponta de faca. Tipo fazendo aquele curso que você queria, respondendo e-mail daquela menina de 9 meses atrás, arrumando um trampo lá na pqp, correndo riscos.. Enfim, o importante é botar os peão pra frente.
Na verdade eu acho que é mais profundo que isso, mas agora tô com certa dificuldade pra pensar. Boa noite.
::Ouvindo>> The Good, The Bad & The Queen – A Soldier’s Tale
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