“Ó vida futura, nó te criaremos”

Citando o vizinho.

De 2008 até agora, o mundo mudou pra caramba. Nem sei dizer o quanto eu mudei junto. Talvez para os outros, muita coisa, enquanto para mim, ainda não vi nada demais acontecer. Não é uma reclamação, só um fato. Fato também é que não venho nesse blog, já faz 1 ano e só notei hoje. É feio não escrever mais.

Ainda ouço muitas canções, ainda que a mente já tenha enchido de letras, escrevo algumas, às vezes desenho, faço amigos do mesmo jeito que fazia, me relaciono com as queridas mulheres apenas um pouco melhor e não leio com frequência. Na verdade, não consigo dizer se leio muito ou pouco, ou quando leio.

Ainda ouço música aos montes, como sempre, evito pessoas que são só mais ou menos boas ou mais ou menos espertalhonas demais. Como muito peixe, tenho um livrão do Bresson que vejo de vez em quando, um quase desmanchando com crônicas daqueles caras de literatura brasileira que eu detestava no colégio e uma coleção de livros sobre arquitetos da folha que não cheguei nem na metade e, veja você, agora moro na praia e em outro estado. Estou em Copacabana há três meses, num apartamento com o meu pai (minha mão revesa as semanas ente aqui e o sítio em Nazaré paulista) e estou de volta à informática. Tenho um problema no estômago e uma dor perto do pulmão e estou sem diagnóstico para os dois ainda, mas sinto que não vou morrer amanhã. Pensando esse mês que vem começar um curso de teatro ou espanhol, para fazer amigos.

Este foi o último parágrafo antes de viver ou desviver qualquer coisa, nesse mundo ou no outro.

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